Repasses ao município ultrapassam R$ 5 milhões, com expectativa de outorga de R$ 4 milhões em 2030

A concessão do Marco das Três Fronteiras à iniciativa privada, firmada em 2015 pela Prefeitura de Foz do Iguaçu com o Grupo Cataratas, tem impulsionado a economia local, ampliado a arrecadação pública e transformado o atrativo em um dos principais polos turísticos da cidade. Dez anos após o início da operação, o espaço já movimentou cerca de R$ 483 milhões, com projeção de chegar a R$ 1,1 bilhão até 2030.

De acordo com o estudo socioeconômico do Marco, a média anual de arrecadação em tributos municipais, estaduais e federais é de R$ 3,2 milhões. Já os repasses diretos ao município ultrapassaram R$ 5 milhões durante esses dez anos de parceria. A expectativa, no entanto, é que a outorga alcance R$ 4 milhões em 2030.

Atualmente, o modelo de gestão adotado é baseado na parceria entre o poder público e a concessionária, prevendo contrapartidas financeiras ao município por meio de outorga e tributos, além de investimentos contínuos em infraestrutura e operação.

O prefeito de Foz do Iguaçu, General Silva e Luna, destaca:
“O Marco das Três Fronteiras é um exemplo de como o planejamento de longo prazo traz resultados sólidos. Saltamos de pouco mais de 120 mil visitantes para meio milhão ao ano, com projeções de movimentar mais de um bilhão de reais até 2030. Nosso papel é seguir garantindo que esse crescimento seja sustentável, modernizando a infraestrutura e valorizando nossa história e soberania.”

Para o secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Jin Petrycoski, a concessão demonstra como a parceria entre a administração pública e a iniciativa privada pode gerar resultados concretos.
“Ao longo desses 10 anos, o Marco deixou de ser apenas um ponto simbólico para se tornar um atrativo forte no turismo da cidade, gerando emprego, renda e retorno direto. A concessão permitiu qualificar a experiência turística e, ao mesmo tempo, garantir retorno ao município. É um modelo que fortalece o destino, tanto na oferta turística quanto nos aspectos de valorização social e econômica”, afirma.

A diretora de operações do Marco das Três Fronteiras, Jurema Fernandes, também destaca os resultados:
“Ao longo desses 10 anos, acompanhamos uma transformação que vai além do atrativo em si. O Marco das Três Fronteiras se consolidou como um espaço de encontro e valorização cultural, além de um importante motor de desenvolvimento para Foz do Iguaçu, contribuindo para a geração de emprego e renda e para a revitalização de toda a região. Esse impacto positivo é um dos principais ativos da concessão e se reflete nos resultados que alcançamos, como recordes de visitação e reconhecimentos internacionais, fruto de uma parceria consistente entre o poder público e a iniciativa privada.”

Impacto socioeconômico e turístico

Os benefícios da concessão do Marco das Três Fronteiras também se estendem ao campo social e urbano. A iniciativa contribuiu para a valorização do bairro Porto Meira, com requalificação de vias, aumento da segurança e crescimento imobiliário no entorno.

Além disso, segundo dados do próprio empreendimento, há priorização da contratação local, com remuneração 34% superior à média nacional para empresas do mesmo porte.

O atrativo também mantém cerca de R$ 15 milhões em gastos anuais com fornecedores, sendo 65% deles de Foz do Iguaçu e 85% do Paraná, fortalecendo o comércio local e regional.

No âmbito turístico, o número de visitantes também cresceu. Em 2016, segundo dados do empreendimento, 120.869 pessoas passaram pelo Marco. Já em 2025, o número chegou a 500.976, um aumento de cerca de 315% no período.

Em janeiro de 2026, o Marco das Três Fronteiras contabilizou aproximadamente 72 mil visitantes, o que representa o melhor mês de janeiro da sua história em número de público.

A parceria público-privada

A parceria entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e a iniciativa privada teve início em 2015, com a assinatura do contrato de concessão do Marco das Três Fronteiras ao Grupo Cataratas. Até então, o local, inaugurado em 1903 como símbolo de integração, possuía estrutura limitada e baixo aproveitamento turístico.

Com a concessão, o atrativo passou por um amplo processo de revitalização. Na primeira fase, foram realizadas melhorias na praça, no obelisco e na infraestrutura básica, incluindo estacionamento, serviços de alimentação e loja de souvenires. Em 2016, uma segunda etapa ampliou a cenografia e a experiência do visitante, com novos serviços.

Para 2026, a previsão é concluir a revitalização do “Espaço das Américas”, além da implantação de novos acessos por rampas e elevadores, com o objetivo de melhorar a acessibilidade e diversificar as áreas de visitação.

Modelo de concessão e retorno ao município

O modelo de concessão adotado no Marco das Três Fronteiras é baseado na gestão compartilhada entre o poder público e a iniciativa privada, na qual a empresa concessionária, o Grupo Cataratas, assume a operação, manutenção e os investimentos no atrativo, enquanto o município mantém a titularidade do espaço.

Como contrapartida, o contrato prevê o pagamento de outorga e a geração de receitas por meio de tributos. O modelo também contribui para a redução de custos públicos com manutenção, ao mesmo tempo em que garante o cumprimento de cláusulas contratuais, ambientais e operacionais, com monitoramento contínuo.

Fonte: PMFI

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