Ação envolve múltiplos pontos do arco fronteiriço da Região Sul e integra esforços de combate ao crime transnacional

O Comando Conjunto Tamandataí, ativado pelo Ministério da Defesa, realiza a Operação Ágata Arco Sul-Sudeste, ação integrada das Forças Armadas voltada ao fortalecimento da segurança na faixa de fronteira da Região Sul do Brasil. A operação mobiliza efetivos, meios e capacidades ao longo de diferentes pontos do arco fronteiriço dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Operação Interagências na Região Sul do Brasil
Ao longo da operação, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira atuam de forma integrada com órgãos de segurança pública, entre os quais a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Militares do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A atuação conjunta também conta com a participação de órgãos e agências de fiscalização ambiental e aduaneira, como o ICMBio, a Receita Federal e o IBAMA, além de outras instituições parceiras. As ações compreendem patrulhamentos terrestres nos principais eixos rodoviários de acesso à faixa de fronteira, bloqueios e postos de controle em vias estratégicas, bem como a vigilância das vias fluviais da região. O objetivo é ampliar a presença do Estado e fortalecer as atividades de prevenção, controle, fiscalização e repressão aos crimes transfronteiriços e ambientais.
Operação Ágata
A Operação Ágata Sul-Sudeste, conduzida pelo Comando Conjunto Tamandataí, integra a Operação Ágata, coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) desde 2011. Inserida no Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), a Operação Ágata tem por objetivo fortalecer a presença do Estado e intensificar as ações de vigilância, fiscalização e repressão aos ilícitos transfronteiriços.
Executada de forma periódica e integrada, a Operação reúne as Forças Armadas e diversos órgãos de segurança e fiscalização, contribuindo para o incremento da segurança, da soberania nacional e da proteção das áreas fronteiriças.
O Nome Tamandataí
O nome do Comando Conjunto faz referência ao Vapor Tamandathay, navio que integrou a Marinha do Império de 1858 à 1883, atuando na calha dos rios Tietê e Paraná, para reforçar a presença brasileira nas fronteiras fluviais do oeste do Império. Durante sua vida operacional, o navio participou de ações relacionadas à Guerra do Paraguai e, posteriormente, foi empregado no transporte de tropas, pessoal e suprimentos pelos rios do interior do País, próximo à cidade de Itapura (SP). A denominação do Comando Conjunto resgata o legado histórico do Vapor Tamandataí e simboliza a continuidade da missão das Forças Armadas na proteção das fronteiras e das vias estratégicas nacionais, estabelecendo uma conexão entre a tradição e os atuais esforços de combate aos ilícitos transfronteiriços e de defesa da soberania brasileira.
Fonte: Assessoria



