Educação financeira e previdenciária: construir o futuro começa hoje

Muitas pessoas acreditam que os problemas financeiros surgem por falta de dinheiro, mas a realidade mostra que o desafio nem sempre está na renda. Há pessoas que ganham pouco e conseguem construir patrimônio ao longo da vida, enquanto outras, mesmo com salários elevados, enfrentam dificuldades constantes para organizar as finanças.
Segundo pesquisa da Quiddity divulgada em março deste ano, 58% dos brasileiros encerraram janeiro sem conseguir guardar dinheiro ou gastaram mais do que receberam.
Para a diretora-superintendente da Fundação Itaipu Brasil de Previdência Complementar (FIBRA), Andréa Silva Medeiros, esse cenário reforça a importância da educação financeira e do planejamento de longo prazo.
“Quando comecei a conhecer a FIBRA, percebi que estava cuidando de algo que também era o meu próprio futuro. Quando falamos de previdência complementar, estamos falando de segurança, tranquilidade e qualidade de vida.”
Criada há quase 38 anos para administrar os planos de aposentadoria dos empregados da Itaipu Binacional, a FIBRA ampliou sua atuação e hoje oferece à comunidade a possibilidade de constituir uma reserva financeira de longo prazo por meio do Plano Família.
Diferentemente da poupança tradicional, o plano permite que cada participante contribua com o valor que desejar, contando com gestão profissional dos recursos e foco na construção de objetivos futuros, como complementar a aposentadoria, realizar projetos pessoais, apoiar familiares ou organizar a sucessão patrimonial.
O comportamento financeiro nasce antes do primeiro salário
Para o gerente de Relacionamento e Educação Financeira, Thiago Luis Moreira, a principal barreira para a construção de um futuro financeiro saudável não é matemática. É comportamento.
“Muitas vezes o problema não é quanto a pessoa ganha. É o comportamento. As pessoas ganham mais e gastam mais.”
Segundo ele, a educação financeira precisa começar muito antes da vida profissional.
“Finanças são muito mais comportamento do que matemática. Por isso acreditamos que o aprendizado deve começar na infância.”
Essa visão motivou a participação da FIBRA na 13ª Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF), realizada em maio. Cerca de 550 estudantes da Escola Municipal Professora Josinete Holler Alves dos Santos participaram de atividades educativas com teatro, jogos e desafios voltados ao consumo consciente, planejamento e realização de sonhos.
Quando a empresa também ajuda a construir o futuro
A educação previdenciária também chegou ao ambiente empresarial. Em maio, a FIBRA firmou o primeiro convênio corporativo do Plano Família Itaipu com a Tarobá Construções, empresa tradicional de Foz do Iguaçu e responsável pela construção da sede da Fundação.
Com a parceria, os colaboradores da Tarobá passam a ter acesso à previdência complementar, com a possibilidade de contribuição da empresa para os empregados que aderirem ao plano.
Para a FIBRA, o convênio representa um passo importante na ampliação da cultura previdenciária para além do ambiente institucional, aproximando o planejamento financeiro das empresas, dos trabalhadores e das famílias.
A história completa da parceria entre FIBRA e Tarobá Construções pode ser conferida em matéria especial no Vila A Mais.
O tempo é o maior aliado de quem começa cedo
Uma das principais lições da educação previdenciária é que o tempo tem um papel decisivo na construção da segurança financeira.
Quem começa cedo precisa guardar menos recursos para alcançar os mesmos objetivos que alguém que deixa para se planejar apenas mais tarde.
Isso acontece por causa dos juros compostos, mecanismo em que os rendimentos passam a gerar novos rendimentos ao longo dos anos.
Em outras palavras: o dinheiro passa a trabalhar para quem investe.
Por isso, especialistas costumam afirmar que o maior aliado do investidor não é a rentabilidade, mas o tempo.
Construir confiança também faz parte do futuro
Planejamento financeiro só existe quando existe confiança.
Para Patrícia Regina Juraski, gerente de Governança, Riscos e Compliance, a segurança dos participantes é resultado de uma estrutura permanente de acompanhamento, fiscalização e controle.
“Nosso trabalho é garantir que nada passe despercebido e que todas as informações necessárias estejam disponíveis para uma tomada de decisão segura.”
A proteção dos recursos envolve conselhos, comitês, auditorias independentes, controles internos e fiscalização dos órgãos reguladores.
Segundo ela, a confiança é construída diariamente por meio da transparência e da responsabilidade na gestão.
O trabalho que quase ninguém vê
Grande parte da estrutura que sustenta a previdência complementar funciona longe dos olhos dos participantes.
O gerente de Orçamento e Contabilidade, Filipe Farias, explica que muitas vezes esse trabalho passa despercebido justamente porque seu objetivo é garantir que tudo funcione corretamente.
“O participante talvez não veja nosso trabalho porque ele funciona justamente para ser invisível e possibilitar que todos os setores funcionem.”
Na mesma linha, o diretor financeiro Flúvio Ricardo Nascimento destaca que cada decisão precisa considerar o impacto futuro sobre os participantes.
“Antes de qualquer benefício ser pago ou investimento acontecer, existe uma estrutura que precisa estar organizada.”
Segurança não significa buscar o maior retorno
Quando o assunto é investimento, muitas pessoas acreditam que o objetivo principal é alcançar a maior rentabilidade possível.
Na previdência complementar, porém, a lógica é diferente.
Segundo o diretor de Investimentos, Alberto, o desafio é equilibrar crescimento e proteção.
“Nosso objetivo não é maximizar retorno. É proteger o participante.”
Isso significa tomar decisões pensando em décadas, e não apenas nos resultados imediatos.
Quando a previdência deixa de ser teoria
Para Rogério Machado da Costa Barros, diretor de Seguridade, existe um momento em que a previdência deixa de ser um conceito e passa a ter significado concreto.
“O desafio é fazer a pessoa entender a importância da previdência antes de precisar dela.”
Segundo ele, muitas pessoas só percebem o verdadeiro valor do planejamento quando chegam à aposentadoria ou quando o benefício passa a representar uma parte importante da renda familiar.
É nesse momento que anos de contribuição se transformam em tranquilidade, estabilidade e proteção.
Da adesão ao benefício
Essa transformação acontece graças ao trabalho realizado ao longo de toda a trajetória do participante.
Segundo Caroline Mayumi Takii, da Gerência de Planos de Benefícios, a equipe acompanha desde a entrada no plano até o recebimento dos benefícios.
“Acompanhamos toda a jornada do participante, desde a adesão ao plano até o momento em que ele recebe o benefício.”
Além da gestão cadastral e das contribuições, a área é responsável pela concessão dos benefícios e pelo acompanhamento permanente dos participantes.
Construir o futuro começa hoje
Educação financeira, previdência complementar, planejamento e investimento são temas diferentes, mas compartilham a mesma essência: a capacidade de pensar no futuro.
Ao levar educação financeira para escolas, ampliar o acesso à previdência complementar e desenvolver soluções voltadas à comunidade, a FIBRA busca fortalecer essa cultura de planejamento de longo prazo.
Porque sonhos, qualidade de vida e segurança financeira não são construídos de uma única vez.
São resultado de pequenas decisões tomadas ao longo do tempo.
E quando o assunto é futuro, existe uma verdade simples: o melhor momento para começar era ontem. O segundo melhor momento é hoje.
Quer conhecer mais sobre o Plano Família e as ações de educação financeira da FIBRA? Entre em contato com a equipe da Fundação ou visite a sede da instituição na Vila A.
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